Notícia

08/07/2013 - Setor Noroeste-DF é contemplado com projeto de engenharia de infraestrutura sustentável para controle da drenagem urbana

 A forma de ocupação da maioria das cidades brasileiras tem promovido sérios episódios de alagamentos, quando a ocupação nas margens dos cursos d’água não respeita o limite natural de transbordamento das águas, causando sérios transtornos nas áreas atingidas e seu entorno. Além disso, a maior parte do solo das cidades é impermeabilizada pela pavimentação e edificações, aumentando sobremaneira a velocidade do escoamento superficial das águas pluviais.


Para sanar este tipo de problema, a ADASA – Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal implantou a Resolução N° 9 de 08/04/2011, a qual determinou que fossem instaladas lagoas de detenção para disciplinamento das águas do escoamento superficial em períodos de chuvas intensas, no intuito de retardar o, denominado, achatamento de pico. Segundo a referida Resolução, a vazão máxima permitida é de até 24,4 litros/segundo/hectare, para que ocorra o controle das águas, evitando enchentes e alagamentos nas áreas urbanas do DF.

 
A TOPOCART desenvolveu um projeto de engenharia criativo e inovador para o Setor Habitacional Noroeste para atender a Resolução da ADASA e para manter o conceito de bairro ecológico, conforme as normas internacionais de responsabilidade sócio-ambiental. Este projeto detalhou a construção de ecovalas, trincheiras drenantes e reservatórios de aproveitamento de água da chuva e de retardamento de pico, além de outros insumos de forma a garantir o disciplinamento da drenagem urbana.  Os principais benefícios serão evitar alagamentos nas ruas das cidades, a redução do assoreamento dos cursos d´água, a possibilidade de aproveitamento das águas da chuva, além do controle da qualidade da água que afluirá no corpo receptor final (rios e córregos).

 
O Setor Noroeste, proposto em 1987 no projeto denominado Brasília Revisitada, uma reformulação do Plano Piloto. O novo bairro tem 200 hectares de extensão e será erguido na última região disponível para construção dentro do perímetro tombado de Brasília. Serão  40 mil moradores em 20 quadras residenciais, 220 prédios residenciais, 5 entre-quadras comerciais e 195 prédios comerciais.